quarta-feira, 30 de maio de 2012



De Onde Ele Vem?

Certo, já analisamos muitas coisas e garimpamos até chegar ao que achávamos que era o problema. Sentimos que não somos bons o bastante e existe uma falta de amor por nós mesmos. Aprendi pelo modo como encaro a vida, que, se há algum problema, essa afirmação tem de ser verdade. Portanto, vamos agora analisar de onde veio essa crença.

Como passamos de um bebezinho que conhece sua própria perfeição e a perfeição da vida para uma pessoa que tem problemas e se sente sem valor e sem amor dentro de um grau qualquer? As pessoas que já se amam podem se amar ainda mais.

 Pense numa rosa quando ainda é um pequenino botão. Desde que ela se abre em flor, até as ultimas pétalas caírem, a rosa é sempre bela, sempre perfeita, sempre em mutação. O mesmo acontece conosco. Somos sempre belos, sempre perfeitos e estamos sempre em mutação. Fazemos o melhor. À medida que ganhamos mais compreensão, consciência e conhecimento, iremos fazendo as coisas de um modo diferente.

Faxina Mental

Agora chegou a hora de examinarmos um pouco mais nosso passado, de dar uma olhada em algumas crenças que têm nos dirigido.

Algumas pessoas acham essa parte do processo de limpeza muito dolorosa, mas não precisa ser assim. Precisamos olhar para o que existe antes de podermos começar a faxina.

Quando se quer limpar um cômodo completamente, primeiro é necessário pegar e examinar tudo o que existe nele. Algumas coisas serão olhadas com carinho e receberão limpeza e polimento para ganharem uma nova beleza. Outras talvez precisarão de conserto ou restauração, o que poderá ser feito depois, com calma. Outras coisas ainda jamais servirão para nada e deverão ser jogadas fora. Jornais e revistas velhos, pratos de papel sujos podem ser postos na lata do lixo sem rodeios. Não é necessário ficar com raiva para se fazer uma boa faxina.

O mesmo acontece quando estamos limpando a nossa casa mental. Não é preciso sentir raiva só porque algumas das crenças guardadas nela estão prontas para ser atiradas fora. Livre-se delas com a mesma facilidade com que jogaria restos de comida na lata do lixo depois de uma refeição. Você cata no velho lixo mental para criar as experiências de amanhã?

Se um pensamento ou crença não lhe é mais útil, livre-se dele! Não existe nenhuma lei que diga que só porque você um dia acreditou em alguma coisa é obrigado a acreditar nela para sempre.

Assim, vamos dar uma olhada em algumas dessas crenças limitantes e descobrirmos sua origem:

CRENÇA LIMITATIVA: Não sou o bastante.
ORIGEM: Um pai que repetidamente lhe dizia que era burro.

Ele disse que queria ser um sucesso para o pai poder se orgulhar dele, porem estava assolado pela culpa, que criava ressentimento, e tudo o que conseguia produzir era um fracasso após outro. O pai continuava financiando negócios para ele, porem, um a um eles fracassavam. Ele usava o fracasso para se vingar. Fazia o pai pagar, pagar e pagar. Claro, que ele era o maior perdedor.

CRENÇA LIMITATIVA: Falta de amor por si própria.
ORIGEM: Tentar ganhar a aprovação do pai.

A última coisa que ela queria era ser como o pai. Os dois não concordavam em nada e estavam sempre discutindo. Ela só queria sua aprovação, mas só conseguia críticas. Seu corpo estava cheio de dores, exatamente iguais às que o pai tinha. Ela não percebia que a raiva estava criando dores nela, como a raiva do pai criava dores nele.

CRENÇA LIMITATIVA: A vida é cheia de perigos.
ORIGEM: Um pai amedrontado.

Outra cliente encarava a vida como sendo áspera e sombria. Tinha dificuldade em rir e, quando o fazia, ficava com medo de que algo “mau” fosse acontecer. Fora criada com a admoestação: “Não ria, ou ‘eles’ poderão pegá-la”.

CRENÇA LIMITATIVA: Não sou bom o bastante.
ORIGEM: Estar abandonado e ignorado.

Era difícil para ele falar, O silêncio tornara-se um modo de vida. Ele acabara de se livrar do álcool e das drogas e estava convencido de que era péssimo. Descobri que sua mãe morrera quando ele era muito jovem e que fora criado por uma tia. Essa mulher raramente falava, exceto para dar uma ordem, portanto, ele foi criado em silêncio. Até mesmo comia sozinho em silencio e passava dia após dia no quarto sem fazer barulho. Teve um amante que também era um homem silencioso, e os dois passavam a maior parte do tempo sem se falar. O amante morre e, mais uma vez, ele ficou sozinho.
 

Livro: Você Pode Curar Sua Vida






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