Certo, já analisamos muitas
coisas e garimpamos até chegar ao que achávamos
que era o problema. Sentimos que não
somos bons o bastante e existe uma falta de amor por nós mesmos. Aprendi
pelo modo como encaro a vida, que, se há algum problema, essa afirmação tem de
ser verdade. Portanto, vamos agora analisar de onde veio essa crença.
Como passamos de um bebezinho que
conhece sua própria perfeição e a perfeição da vida para uma pessoa que tem
problemas e se sente sem valor e sem amor dentro de um grau qualquer? As
pessoas que já se amam podem se amar ainda mais.
Faxina
Mental
Agora chegou a hora de
examinarmos um pouco mais nosso passado, de dar uma olhada em algumas crenças
que têm nos dirigido.
Algumas pessoas acham essa parte
do processo de limpeza muito dolorosa, mas não precisa ser assim. Precisamos
olhar para o que existe antes de podermos começar a faxina.
Quando se quer limpar um cômodo
completamente, primeiro é necessário pegar e examinar tudo o que existe nele.
Algumas coisas serão olhadas com carinho e receberão limpeza e polimento para
ganharem uma nova beleza. Outras talvez precisarão de conserto ou restauração,
o que poderá ser feito depois, com calma. Outras coisas ainda jamais servirão
para nada e deverão ser jogadas fora. Jornais e revistas velhos, pratos de
papel sujos podem ser postos na lata do lixo sem rodeios. Não é necessário
ficar com raiva para se fazer uma boa faxina.
O mesmo acontece quando estamos
limpando a nossa casa mental. Não é preciso sentir raiva só porque algumas das
crenças guardadas nela estão prontas para ser atiradas fora. Livre-se delas com
a mesma facilidade com que jogaria restos de comida na lata do lixo depois de
uma refeição. Você cata no velho lixo mental
para criar as experiências de amanhã?
Se um pensamento ou crença não
lhe é mais útil, livre-se dele! Não existe nenhuma lei que diga que só porque
você um dia acreditou em alguma coisa é obrigado a acreditar nela para sempre.
Assim, vamos dar uma olhada em
algumas dessas crenças limitantes e descobrirmos sua origem:
CRENÇA
LIMITATIVA: Não sou o bastante.
ORIGEM:
Um pai que repetidamente lhe dizia que
era burro.
Ele disse que queria ser um
sucesso para o pai poder se orgulhar dele, porem estava assolado pela culpa,
que criava ressentimento, e tudo o que conseguia produzir era um fracasso após
outro. O pai continuava financiando negócios para ele, porem, um a um eles
fracassavam. Ele usava o fracasso para se vingar. Fazia o pai pagar, pagar e
pagar. Claro, que ele era o maior perdedor.
CRENÇA
LIMITATIVA: Falta de amor por
si própria.
ORIGEM:
Tentar ganhar a aprovação do pai.
A última coisa que ela queria era
ser como o pai. Os dois não concordavam em nada e estavam sempre discutindo.
Ela só queria sua aprovação, mas só conseguia críticas. Seu corpo estava cheio
de dores, exatamente iguais às que o pai tinha. Ela não percebia que a raiva
estava criando dores nela, como a raiva do pai criava dores nele.
CRENÇA
LIMITATIVA: A vida é cheia de
perigos.
ORIGEM:
Um pai amedrontado.
Outra cliente encarava a vida
como sendo áspera e sombria. Tinha dificuldade em rir e, quando o fazia, ficava
com medo de que algo “mau” fosse acontecer. Fora criada com a admoestação: “Não
ria, ou ‘eles’ poderão pegá-la”.
CRENÇA
LIMITATIVA: Não sou bom o
bastante.
ORIGEM: Estar abandonado e ignorado.
Era difícil para ele falar, O
silêncio tornara-se um modo de vida. Ele acabara de se livrar do álcool e das
drogas e estava convencido de que era péssimo. Descobri que sua mãe morrera
quando ele era muito jovem e que fora criado por uma tia. Essa mulher raramente
falava, exceto para dar uma ordem, portanto, ele foi criado em silêncio. Até mesmo
comia sozinho em silencio e passava dia após dia no quarto sem fazer barulho.
Teve um amante que também era um homem silencioso, e os dois passavam a maior
parte do tempo sem se falar. O amante morre e, mais uma vez, ele ficou sozinho.
Livro: Você Pode Curar Sua Vida

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