segunda-feira, 21 de maio de 2012


Coração, Corpo, Espírito

No budismo, sabemos que aquele a quem rezamos está dentro de nós e não fora de nós. Buda está em nosso coração e Deus também está em nosso coração. É um erro pensar que Deus está fora de nós.

Podemos desenhar a letra A, simbolizando a pessoa que reza, e a letra B, simbolizando aquele a quem se dirige nossa oração, dentro do mesmo círculo, que simboliza Deus. Com isso removemos uma das camadas da percepção errada que vem da ideia de que nós e Buda somos duas coisas, que nós e Deus somos duas coisas.

A consciência coletiva é constituída da consciência individual, e a consciência individual é constituída da consciência coletiva. Uma torna possível a outra. Não é que uma venha antes e a outra depois. Não existe “acima” se não houver “embaixo”; não há “dentro” se não houver “fora”; as duas coisas têm de existir ao mesmo tempo. O mesmo vale para “eu” e “nós”; um torna possível o outro. “Isto existe porque aquilo existe porque isto existe”. É um dos ensinamentos do Buda.

 No cristianismo e no judaísmo, chamamos esta presença onipresente de “Deus”. Deus e Buda não são duas coisas diferentes. Não deveríamos permitir que palavras e expressões nos enganassem. A coisa importante é que somos capazes de estar em contato com a realidade. A fruta amarela, que a gente descasca, recebe o nome de chui em vietnamita e de “banana” em outras línguas, mas é a mesma fruta. Todas as palavras apontam para a mesma realidade.



Livro: A energia da Oração







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