quarta-feira, 9 de maio de 2012

Da Imaginação à Realidade



                                               
Da Imaginação à Realidade

Todos nós sonhamos. Enquanto dormimos, nossas mentes embaralham as experiências vivenciadas no dia com as reflexões e emoções resultantes, como um jogador de pôquer maluco tentando ganhar uma rodada. Esses sonhos podem nos fornecer sugestões, segredos e pistas sobre nossas vidas, onde nos encontramos e em qual ponto queremos chegar. Eles dramatizam nossas situações difíceis e preocupações – nossas metáforas tornam-se realidade em nossos sonhos. Mas os sonhos representam mais do que isso. Quando sonhamos, nossa imaginação, pairamos além dos confins de nossas vidas e entramos num novo mundo onde muitas coisas são possíveis, não ficando restritos às cartas que manuseamos. Somos livres para pegar qualquer carta ao caso e transformá-la em nossa mão. Os sonhos levam-nos além de nós mesmos. Qualquer mudança em nossa vida se inicia com um sonho – usamos nossa imaginação para realizarmos nossas próprias projeções na direção de nosso melhor futuro.

O que o coaching tem a ver com sonhos? Coaching é sobre mudança, sobre efetuar mudanças. Um coach é um mágico da mudança que apanha suas cartas e ajuda-o obter uma mão melhor, ou, às vezes, a mudar as regras do jogo, ou encontrar um melhor jogo. Mudanças partem de um sonho de algo melhor. Quando atingimos um sonho, olhamos para frente e sonhamos novamente. Há sempre um sonho por trás do sonho.

No final, é transformar seus sonhos em realidade. Isso é o que um coach faz para você. Coaching envolve sua imaginação e, ao mesmo tempo, é extremamente prático no mundo real. Ele lida com metas e realizações. Vincula o mundo dos sonhos com o mundo da realidade.

Em 1985, eu (Joseph) compareci a uma maravilhosa sessão de música dada por uma pianista chamada Eloise Ristad. Ela trabalhava principalmente com concertistas que sofriam de ansiedade antes de suas apresentações, e tinha escrito um ótimo livro denominado A Soprano on her Head. O seminário e o livro me inspiram, e quando caí na cama na noite seguinte, meditando sobre minha experiência, um pensamento passou rapidamente pela minha mente: “Eu quero escrever um livro”.

Então a auto-reflexão começou a ficar séria.

“Você não consegue escrever um livro!”, despontou uma resposta imediata em um tom um tanto desdenhoso.

“Por que não?”

“Hum... porque você não sabe como fazê-lo”.

“Mas, eu posso aprender. Eu nunca vou saber se sou capaz de escrever um livro até que eu tente.”

Este pequeno diálogo deixou clara a diferença entre crença e habilidade. O que me faltava era o know-how para escrever um livro. Se eu tivesse tido um coach à época, ele teria me ajudado a examinar cuidadosamente minhas crenças, focar em minha meta e torná-la realidade. Não houve essa possibilidade e eu atuei como meu próprio coach. Eu posicionei minhas visões num ponto mais alto do que eu pensava poder. Não deixei que qualquer barreira me detivesse de tentar a atingir o que pretendia.

Você também pode estar lendo [...] porque deseja ser seu próprio coach. Ou pode estar interessado na técnica de coaching em geral. Pode estar interessado em se tornar um coach, ou aumentar suas aptidões de coaching se já for um. Talvez você esteja pensando em contratar um coach. Talvez deseje descobrir como as habilidades dessa técnica podem transformá-lo em um professor, treinador ou assessor mais efetivo. Talvez queira obter uma nova visão de sua profissão e ler o que uma outra pessoa pensa sobre coaching. Independentemente de seus motivos, você está no caminho certo de encontrar a distância entre sonhos e realidade para si próprio e para os outros.

Lutando pela Liberdade

Um coach não é apenas um mágico, mas também um batalhador pela liberdade.

A liberdade envolve dois caminhos: liberdade de algo e liberdade para fazer algo. Por exemplo, há poucos anos, eu (Joseph) estava trabalhando 50 horas por semana, dando aulas de guitarra. Era um serviço agradável e que me trazia satisfação durante a maior parte do tempo, mas chegava a ser muito cansativo. Não era o tipo de trabalho em que eu poderia calmamente cochilar por alguns minutos; um professor de instrumentos musicais é remunerado para ouvir atentamente seus alunos. Eu amava o que fazia, mas não queria trabalhar tantas horas. Eu não estava pensando em me ocupar com outra função, somente desejada poder relaxar, ter tempo para contemplar mais a vida, ler e dormir se assim quisesse. Eu não queria me sentir tão cansado. Passado um certo limite, eu não conseguiria dar ao meu trabalho a atenção que ele merecia. Relaxamento é muito necessário a fim de sermos capazes de trabalhar efetiva e alegremente na hora em que estamos realmente trabalhando. Isto é o que podemos chamar de liberdade de algo.

O outro tipo de liberdade é a liberdade para fazer algo. Uma vez que você esteja livre de uma situação, é possível fazer outra coisa. O quê? Em meu caso, era escrever livros, modelar bons originais, e preparar e ministrar diversos cursos de treinamento.

Coaches trabalham em ambos os tipos de liberdade. Eles ajudam os clientes a se libertarem de circunstancias desagradáveis ou insatisfatórias. Em seguida, eles abrem o leque de opções e possibilidades.

Conheça seu Inimigo

Se um coach e um cliente estiverem numa luta por liberdade, quem são os inimigos? O que detém a mudança que o cliente deseja fazer?

Na maioria das vezes, o inimigo é o hábito. Ações e pensamentos usuais. Hábitos que o mantiveram trabalhando obrigado mais tempo do que o necessário, e que são difíceis de mudar. Todos os hábitos são importantes para nós do contrário eles, em primeiro lugar, não teriam se tornado hábitos. Mas os tempos mudam e nossos hábitos talvez não sirvam mais a nossos propósitos.

Os hábitos são mantidos de diversas formas. Nós organizamos nosso meio circundante para suportá-los. As outras pessoas esperam que nos comportemos de modo previsível, e, portanto, nos tratam presivelmente, reforçando nossos hábitos. Hábitos são como o controle de navegação em um carro – eles são fixados para uma certa velocidade em uma certa direção. Então, o motorista do veículo não precisa prestar atenção. Para alterar a velocidade e a direção, ele terá que prestar atenção. Uma vez que se mudem os hábitos, o novo hábito irá conduzi-los em uma diferente direção por uma outra estrada.

Um coach se atém aos hábitos que estão contendo o cliente, às vezes por um processo de guerrilha, outras por assalto direto. O coaching irá mudar a direção da vida de um cliente. Geralmente, somente uma pequena mudança de cada vez. Mas pequenas mudanças se somam.

Mudando de Direção

Pense em sua vida como uma viagem por uma estrada. Você desconhece para aonde está se dirigindo, mas o cenário é agradável. Passando algum tempo, você começa a ver que ele está sendo reciclado. Espere um pouco e o mesmo panorama surge novamente. Então, você chega em uma bifurcação da estrada. Na verdade, existem bifurcações por toda a estrada, mas você não as notou. Ou se notou, você estava confortável viajando na estrada, de modo que as ignorou. Agora, no entanto, você dispõe de um coach para alertá-lo. Você muda de direção, mesmo que levemente. Você acessa uma nova estrada. , uma que diverge somente um pouco da estrada original.

A primeira tentação é pensar: “Ufa! Foi duro fazer isso”. Pode ser verdade que a mudança seja de pequeno porte no curto prazo. Mas, quanto mais tempo você mantiver aquela mudança, mais distante irá ficando da primeira estrada. Depois de um ano, você estará em um país totalmente diferente. Isto ocorrerá, mesmo que você nunca faça uma outra mudança.

Quanto maior a mudança de direção, tanto menos o prazo que levará para a visualização de um novo cenário. Todavia, mesmo a mudança mais imperceptível o levará a uma diferente jornada se você persistir. Você precisa apenas continuar naquela nova pista, muito embora a antiga possa lhe atrair de volta com promessas sedutoras de confortos familiares. “o diabo que você conhece”, sussurra-se por aí, “é melhor do que o diabo desconhecido”. Mas, existe um diabo de verdade na nova estrada?

Qual é o papel do coach neste processo? Ele faz três coisas:

1-      Mostra-lhe a estrada em que você estava.

2-      Aponta as opções e o ajuda a tomar uma nova estrada.

3-      Auxilia-o a persistir naquela mudança.

Geralmente, a vida é uma série de pequenas decisões. Uma mudança de grande efeito normalmente corresponde a diversas pequenas mudanças deixadas para o momento exato. Cada decisão que tomamos ou nos mantém na mesma confortável pista ou nos leva na direção que realmente queremos ir. O coaching ajuda-nos nessa decisão.

A vida é uma série de pequenas decisões.





- Coaching com PNL
Andrea A Lages e Joseph O’ Connor

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