DUAS VIDAS
O filme conta a história de um bem sucedido consultor de imagem que, às
vésperas do seu aniversário de 40 anos começa a receber de forma recorrente a
visita de uma menino de 8 anos que demonstra saber muito sobre ele.
No decorrer da história ele descobre que o menino é ele mesmo, também às
vésperas de seu aniversário de 8 anos. Especificamente neste aniversário houve
um episódio que deixou muitas marcas em sua vida. Já adulto as razões ficaram
esquecidas, mas as consequências estavam refletidas na sua vida pessoal,
especialmente no seu relacionamento com seu pai.
Todo o seu sucesso profissional fez com que ele se esquecesse dos seus
sonhos. Na verdade ele queria ser piloto, andar em uma caminhonete e ter um
cachorro de estimação. Ele morava em uma belíssima casa com piscina, tinha
dinheiro e mulheres bonitas a sua disposição mas só andava de avião como
passageiro, dirigia um conversível e nem sonhava em ter algum animal.
O menino fez com que ele voltasse à época em que tinha 8 anos. Ele era
um menino gordinho que era o alvo de muitas maldades dos garotos do colégio. A
pior delas foi exatamente o que eles chamaram de presente de aniversário de 8
anos. Amarraram um cachorro de 3 pernas em um poste e perguntaram se ele seria capaz
de enfrentá-los para salvar o cachorro. Na companhia dele mesmo aos 40 anos,
ele teve coragem de enfrentar a gangue do colégio e por alguns instantes
acreditou que este era o grande desafio que precisava vencer. Porém, o pior
ainda estava por vir. Por causa da briga, ele foi para coordenação e ligaram
para seus pais. Sua mãe foi pegá-lo no colégio mas, quando o pai soube que ela
havia saído, perdeu a cabeça. Ela estava muito doente, em repouso absoluto e
não poderia ter saído de casa.
Na verdade, o grande trauma da sua vida foi o que o pai lhe disse
naquele momento: “Você está louco? Está querendo matar a sua mãe? Ela está
morrendo...” Porém, revendo esta cena, já mais amadurecido ele pode entender
que seu pai só falou aquilo porque estava com muito medo, sabia que sua mãe
iria morrer e que teria de cria-lo sozinho. Neste momento, pode então
perdoá-lo.
Esta é uma prática muito utilizada no coaching. Voltar ao exato momento
onde algum trauma aconteceu para ter a chance de olhar a situação de outra forma
e poder perdoar.
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